
Em algumas das histórias do Alcorão Sagrado, há pessoas com essa característica que desviaram a si mesmas e a outras.
Ser excessivamente ambicioso é uma coisa perigosa para o indivíduo e para a sociedade. Aqueles que são excessivamente ambiciosos procuram dominar a sociedade e querem que as pessoas os sigam.
Assim como alguns usam seu dinheiro para alcançar objetivos mundanos (bons ou ruins), pessoas excessivamente ambiciosas exploram os sentimentos das pessoas para alcançar o poder e outros objetivos mundanos.
Embora tais pessoas possam ter forte poder de raciocínio ou altas capacidades e talentos para governar o povo, elas não estão isentas de erros e falhas.
Como seu foco de atenção é este mundo, não o futuro, seus desejos e objetivos mundanos os fazem tomar decisões que levam não apenas a si mesmos, mas também a outros no caminho errado e à destruição.
Imam Sadiq (AS) nos adverte para não seguir tais indivíduos que buscam dominação e poder porque eles fazem com que eles mesmos e outros se desviem.
O Sagrado Alcorão nomeia alguns desses indivíduos:
“Então Faraó fez uma proclamação ao seu povo: 'Meu povo, não é meu o reino do Egito e estes rios que correm abaixo de mim? O que, você não pode ver? Não sou eu melhor do que este (homem) desprezível, que mal consegue esclarecer as coisas (por causa do impedimento de sua fala)?” (Versículos 50-51 da Sura Zukhruf)
Esses versículos indicam tanto a arrogância quanto a ambição excessiva de Faraó. Ele sabia que Moisés (AS) estava certo e havia sido enviado por Deus, mas enganou as pessoas e afirmou ser um deus porque amava o poder e dominar as pessoas.
Faraó conduziu a si mesmo e aos que estavam com ele à condenação eterna. “Eles serão expostos ao fogo pela manhã e à noite e no Dia do Juízo, será dito a eles: ‘Povo do Faraó, sofra o mais severo tormento’.” (Verso 46 da Sura Ghafir)