
Falando numa entrevista à Agência Internacional de Notícias do Alcorão, o Xeque Naim Qassem disse que as pessoas nos países árabes e muçulmanos se opõem à normalização dos laços com Israel e apoiam a resistência.
Isto porque consideram legítima a resistência contra o regime de ocupação, afirmou.
O Xeque Qassem acrescentou que confrontar as conspirações do regime sionista só é possível através da resistência.
Colocar ênfase na resistência levará a um grande desenvolvimento na região, sublinhou.
O alto funcionário do Hezbollah descreveu ainda a questão da Palestina e a causa palestina como a primeira manifestação de unidade no mundo muçulmano.
“A Palestina foi ocupada e os ocupantes sionistas também visaram o mundo árabe e muçulmano. Portanto, nós (deveríamos) nos unir contra o inimigo comum.”
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Não há outra escolha para os muçulmanos senão fazer com que este inimigo comum entenda que os muçulmanos estão juntos e unidos contra ele, prosseguiu ele.
Sublinhando o papel dos académicos muçulmanos no fortalecimento da unidade, o Xeque Qassem acrescentou que através da unidade e do apoio ao eixo da resistência, os muçulmanos podem frustrar os planos de normalização e as suas consequências.
Ele observou que as propostas de normalização não são perseguidas por nações muçulmanas, mas por certos governantes que não são verdadeiros representantes do seu povo.
O Xeque Qassem sublinhou que a resistência contra o regime israelita é popular e legítima e que enfatizar a resistência trará novos desenvolvimentos na região.