
O membro do comitê, Hazamee Saleh, informou que essas cópias têm entre 150 e 1.100 anos de idade.
O museu, situado a aproximadamente 11 quilômetros da província de Narathiwat, em Yingo, abriga itens de dados que representam a herança islâmica de comunidades na Tailândia, China e Iêmen.
“Os visitantes, incluindo turistas da Malásia e de outros países, são bem-vindos para explorar estes artefactos únicos”, afirmou Saleh.
A coleção vai além das cópias do Alcorão, apresentando manuscritos da Península Malaia e do mundo árabe sobre vários assuntos, como caça, estudos de gênero, linguística, astrologia, astronomia, construção naval, navegação e autobiografias de muçulmanos notáveis, informou o The New Straits Times em Sábado.
Saleh destacou a importância de preservar estes artefactos, particularmente os manuscritos do Alcorão, que são delicadamente trabalhados com capas de couro e páginas feitas de papel ou casca de árvore.
"Escritos com tinta preta em escrita Jawi ou árabe, esses al-Qurans de vários tamanhos têm páginas decoradas com padrões sino-malaios-árabe. São decoradas e emolduradas com lindas linhas douradas", explicou ela.
A exposição também inclui figuras religiosas islâmicas e filósofos do arquipélago malaio e do mundo árabe.
200 manuscritos do Alcorão guardados na Biblioteca Nacional do Irã
Os visitantes têm a oportunidade de ver armamentos históricos e itens de dados do cotidiano do passado da região, como armas, espadas, lanças, carroças, howdahs, espremedores de cana-de-açúcar, feixes de latão, cerâmica, formas para assar e lâmpadas.
“A exposição centra-se na tecnologia utilizada pelos muçulmanos nesta e noutras regiões naquela época”, disse Saleh.
Ela também reconheceu a influência de um museu islâmico semelhante em Terengganu, na Malásia, que serviu de inspiração para o modelo operacional do novo marco cultural de Narathiwat.
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