
Em comunicado divulgado na terça-feira, o Hamas alertou para as "graves consequências" da nova lei israelense que estabelece um tribunal militar especial para membros do grupo e lhe concede o poder de emitir sentenças de morte.
A Knesset do regime israelense aprovou a lei na noite de segunda-feira, após sua aprovação em segunda e terceira leituras, estabelecendo um tribunal militar especial para membros da "força de elite" do Hamas.
A lei "revela a natureza vingativa e racista do sistema de ocupação", disse o Hamas.
O movimento alertou que a legislação representa "uma escalada perigosa e um novo crime adicionado ao histórico de crimes de guerra e violações sistemáticas do ocupante contra nosso povo", acrescentando que o regime israelense busca por meio desta lei legalizar o assassinato de prisioneiros e transformar os tribunais em instrumentos de vingança e abuso.
O Hamas afirmou que a lei constitui "uma flagrante violação de todas as leis e convenções internacionais, sendo as mais importantes delas as Convenções de Genebra e o direito internacional humanitário."
O movimento alertou ainda que a legislação reflete as tentativas de Israel de "escapar de futuros acordos de troca de prisioneiros", ao excluir explicitamente os detidos após a guerra israelense em Gaza de quaisquer acordos de libertação.
O Hamas convocou a ONU, o TPI e as organizações internacionais de direitos humanos a agir urgentemente para deter a legislação.
O exército do regime israelense matou mais de 72.000 palestinos em Gaza desde outubro de 2023. Mais de 9.600 prisioneiros palestinos estão detidos em prisões israelenses.
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