
A declaração veio após o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu ter ordenado ao seu exército a ocupação de 70% de Gaza, com a ONU afirmando que a totalidade do território palestino deve pertencer aos palestinos.
"Cem por cento de Gaza deve ser para o povo palestino", disse o porta-voz Stéphane Dujarric a jornalistas na sede da ONU em Nova York. "É isso que queremos ver, e temos pedido a Israel que recue de sua ocupação da chamada linha amarela. Essa continuará sendo nossa posição."
Netanyahu afirmou na quinta-feira que Israel controla atualmente 60% da Faixa de Gaza e sinalizou planos de expandir esse controle para 70%, sem detalhar como tais planos seriam implementados.
O exército israelense havia anunciado em outubro do ano passado que controlava 53% da Faixa de Gaza após se reposicionar na chamada "linha amarela", no âmbito da primeira fase do plano do presidente americano Donald Trump para encerrar a guerra em Gaza. O acordo previa retiradas israelenses adicionais na segunda fase, iniciada em janeiro. A "linha amarela" refere-se a uma zona de separação temporária no leste de Gaza, dividindo as áreas sob controle militar israelense das áreas onde os palestinos têm permissão de permanecer.
No entanto, fontes palestinas afirmam que essa fronteira tem avançado progressivamente para o oeste nos últimos meses. Bassem Naim, um alto funcionário do Hamas, disse à agência Anadolu que Israel deslocou a linha em mais 8% a 9% para dentro do território de Gaza, elevando a área sob controle israelense para mais de 60%.
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