
O grupo Kata'ib Hezbollah condenou as declarações e convocou parlamentares iraquianos a resistir a essa ingerência.
"Instamos os respeitáveis legisladores iraquianos a restringir os embaixadores dos EUA e do Reino Unido e a impedir sua intervenção nos assuntos internos de nossa nação", disse o porta-voz do grupo, Abu Mujahid al-Assaf, em comunicado no sábado.
Ele também criticou certos políticos iraquianos, classificando como "inaceitável" o fato de algumas figuras adotarem posições controversas em relação aos acontecimentos regionais — tratando-os como grave ameaça à segurança nacional e à soberania do Iraque —, enquanto permanecem em silêncio diante de ataques e atos de agressão contra o solo iraquiano.
Assaf mencionou ataques ao distrito de al-Zubair, na província de Basra, ao sul do país, assaltos das forças militares kuwaitianas, ataques a posições das Unidades de Mobilização Popular (PMU) e o papel da Jordânia como "base avançada do regime sionista", exigindo posturas firmes e independentes das correntes políticas iraquianas diante desses desenvolvimentos regionais.
O porta-voz saudou os esforços de grupos armados fora da Resistência Islâmica para entregar armas ao Estado iraquiano, oferecendo apoio a Bagdá na transferência e armazenamento de armamentos.
"Saudamos cada passo dado por nossos irmãos — não envolvidos na Resistência Islâmica — que visa concentrar as armas no Estado, fortalecer a segurança, a estabilidade e a paz civil, e preservar os recursos do amado povo iraquiano", declarou Assaf.
Ele acrescentou que o grupo está pronto para auxiliar o Estado, oferecendo "facilidades e orientação entre essas entidades e a liderança das Unidades de Mobilização Popular". Assaf também recomendou que o Kata'ib Hezbollah receba "armas especializadas", incluindo drones, aeronaves suicidas, mísseis de cruzeiro e mísseis antitanque.
Ao concluir o comunicado, Assaf afirmou que o Kata'ib Hezbollah respeita a decisão dos grupos que optam por depor as armas.
As armas ilegais no Iraque são apontadas como um dos maiores desafios à segurança e à estabilidade do país. Dados não oficiais estimam em cerca de 15 milhões o número de armas leves e médias em circulação na sociedade iraquiana, sendo a maior parte delas controlada por grupos armados e tribos.
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