Sheikh Qassem fez as declarações em um discurso televisionado, transmitido por ocasião do Arbaeen, o 40º dia após o aniversário do martírio do Imam Hussein (AS), o terceiro imame xiita, a partir da cidade de Baalbek, no sul do Líbano, nesta terça-feira.
"O que o Líbano colheu de todas essas rodadas de negociações? Enquanto o Líbano não ganhou nada, Israel conquistou tudo o que desejava", disse ele.
O líder do Hezbollah afirmou que as autoridades libanesas tentaram apaziguar Israel durante as conversas diretas, em vez de defender firmemente os direitos legítimos e fundamentais de sua nação.
"As autoridades libanesas não conquistarão nada para o Líbano, pois falharam em perseguir os objetivos dos Estados Unidos. Conclamo as autoridades a interromperem a oferta de concessões significativas, a dialogarem com o Hezbollah, a restaurarem a estabilidade interna e a reafirmarem seu compromisso com a soberania nacional", declarou Sheikh Qassem.
Ele enfatizou que o fato de o exército israelense ter utilizado cerca de 700 toneladas de explosivos para atacar supostos túneis do Hezbollah próximos ao Castelo de Beaufort, no sul do Líbano, oferece uma justificativa contundente para se manifestar contra os Estados Unidos e exigir o fim da contínua agressão israelense.
"As autoridades libanesas se envolvem em discussões e realizam reuniões [com contrapartes israelenses] ao mesmo tempo em que ignoram esses dolorosos resultados, e fecham os olhos para os bombardeios, a humilhação e a desonra", disse Sheikh Qassem.
Ele prosseguiu afirmando que o objetivo principal da ofensiva de setembro de 2024 contra o Líbano foi aniquilar completamente o movimento de resistência do Hezbollah, por meio de assassinatos de seus altos funcionários e comandantes, incluindo o Sayed Hassan Nasrallah.
"O inimigo sionista realizou ataques cibernéticos e detonou pagers portáteis em todo o Líbano, como parte das tentativas de minar as capacidades militares do Hezbollah. Isso, embora o grupo de resistência não tenha se desintegrado e, ao invés disso, tenha alterado o equilíbrio de poder por meio da confiança na fé e na prontidão de combate", disse Sheikh Qassem.
O chefe do Hezbollah enfatizou que o Memorando de Entendimento (MoU) de Islamabad, assinado por Washington e Teerã em 17 de junho, foi o principal fator para a cessação dos ataques israelenses contra o Líbano.
A primeira cláusula do MoU destaca que a interrupção das ofensivas israelenses no Líbano continua sendo essencial para alcançar uma estabilidade regional duradoura, disse ele.
Sheikh Qassem também ressaltou a necessidade de manter a unidade nacional no Líbano, elogiando o forte relacionamento do Hezbollah com o Movimento Amal.
"A unidade entre partidos políticos, facções e comunidades funciona como uma barreira eficaz e formidável contra a agressão israelense", afirmou.
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Chefe do Hezbollah Reafirma Compromisso com a Resistência
Em outro trecho de sua declaração, o líder do Hezbollah afirmou que Washington e o regime de Tel Aviv buscam agressivamente extinguir o espírito de resistência, afirmar domínio completo sobre a Ásia Ocidental e consolidar Israel como um agente que avança a hegemonia dos EUA.
Ele declarou que o Irã, sob as orientações do Líder da Revolução Islâmica, Aiatolá Seyed Mojtaba Khamenei, alcançará grandes vitórias.
"O Irã prevaleceu e permaneceu firme, enquanto os EUA fracassaram. O Irã foi capaz de resistir à agressão e provou ser um Estado forte", concluiu Sheikh Qassem.
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