Ibrahim al-Moussawi, membro do Bloco de Lealdade à Resistência, descartou o acordo como nulo e sem efeito nesta quarta-feira, afirmando que "diante dos imensos sacrifícios, firmeza, lealdade, altruísmo, moralidade, coragem e valentia oferecidos por nossos combatentes e mártires... encontramos nas autoridades libanesas uma profundidade sem fundo de depravação e baixeza."
O parlamentar lamentou que as autoridades libanesas "se ofereceram baratas e por nada, submetendo-se aos ditames americanos e servindo ao projeto sionista".
"Isso veio depois de uma equação regional imposta pela República Islâmica do Irã, que serve aos interesses do Líbano em termos de cessar-fogo e retirada do inimigo israelense", acrescentou Moussawi.
"O acordo de estrutura é um acordo de humilhação, vergonha, subserviência e rendição. Ele é nulo e sem efeito, sem valor algum, porque nasceu ilegítimo. Ele viola a lei, a constituição e o Pacto Nacional", disse ele.
Na sexta-feira, um acordo de estrutura patrocinado pelos EUA foi assinado por Beirute e Tel Aviv, com o objetivo de permitir uma retirada gradual de Israel do território libanês e reduzir as hostilidades ao longo da fronteira.
Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, desde 2 de março, Israel vem conduzindo uma ofensiva militar no Líbano que já resultou na morte de mais de 4.240 pessoas, ferimentos em mais de 12.190 outras e no deslocamento de mais de 1 milhão de pessoas.
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