
Segundo Iqna, citando Al-Khalij Al-Jadeed, a primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina Wajid, durante entrevista à AFP à margem da Assembleia das Nações Unidas em Nova York, criticou os países ocidentais pela complexa e complicada questão dos rohingyas refugiados.
Ele enfatizou que os muçulmanos Rohingya, especialmente mulheres e crianças, vivem em condições dolorosas nos campos de Bangladesh.
Dizendo que os moradores locais também sofrem com esse problema, Sheikh Hasinah lamentou a diminuição da ajuda internacional devido à crise econômica causada pela disseminação do Covid-19 e pela guerra na Ucrânia.
Cerca de um milhão de muçulmanos rohingyas fugiram de uma ofensiva militar mortal em Mianmar em 2017 e buscaram refúgio no vizinho Bangladesh.
Bangladesh inicialmente recebeu mais de 100.000 muçulmanos rohingyas que foram deslocados durante a repressão de Mianmar.
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Michel Bachelet, alertou em agosto passado que, apesar dos repetidos pedidos de Bangladesh, as condições para o retorno não foram atendidas.
Sheikh Hasinah disse que os cidadãos de Bangladesh não estão zangados com a presença de refugiados rohingyas, mas estão descontentes com esta situação.
O primeiro-ministro de Bangladesh acrescentou: Este é o principal desejo de todos, devemos tentar devolvê-los às suas terras e continuar suas vidas porque eles mesmos querem retornar ao seu país.