
O Council on American-Islamic Relations (CAIR), maior organização muçulmana de direitos civis e defesa nos Estados Unidos, também condenou a inação do governo norte-americano diante do assassinato de um cidadão americano da cidade de Philadelphia por colonos dias antes.
“Os colonos israelenses apoiados por Israel que incendiaram mais uma mesquita na Cisjordânia ocupada, dias depois que outros colonos assassinaram um cidadão americano da Filadélfia, estão cometendo esses crimes por causa do apoio que os EUA continuam a fornecer a Israel”, afirmou o CAIR.
“A administração Trump deve romper seu silêncio e parar de permitir os crimes do governo israelense, incluindo crimes contra americanos e contra locais de culto”, acrescentou.
Um grupo de colonos israelenses, atuando sob proteção das forças do regime israelense, incendiou uma mesquita na Cisjordânia ocupada durante o mês de jejum do Ramadan, em meio a um aumento da violência contra palestinos.
O ataque incendiário teve como alvo uma mesquita na vila de Tell, ao sudoeste de Nablus, nas primeiras horas da segunda-feira.
As chamas atingiram os portões e as paredes externas da mesquita antes que moradores locais conseguissem conter o fogo e impedir que ele alcançasse o interior.
Imagens divulgadas online mostram as paredes e a entrada da mesquita enegrecidas pela fuligem. Também foram pichadas frases racistas na parte externa, incluindo as palavras “vingança” e “preço a pagar”.
O Waqf Islâmico, responsável pela supervisão do complexo da mesquita, confirmou que colonos tentaram incendiar o local.
Naaman Ramadan, chefe do conselho da vila de Tell, afirmou que a área tem sido alvo de repetidos ataques de colonos nos últimos anos.
O Ministério palestino de Awqaf e Assuntos Religiosos condenou fortemente o ataque, destacando que somente em 2025, 45 mesquitas foram alvo de colonos — um padrão que, segundo o ministério, evidencia um ataque sistemático contra locais de culto palestinos.
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