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Irã Não Hesitará em Exercer seu Direito Inerente de Autodefesa

14:31 - June 10, 2026
Id de notícias: 5875
IQNA – O Ministério das Relações Exteriores do Irã enfatizou que o país não hesitará em exercer seu direito inerente de autodefesa.

O Ministério das Relações Exteriores emitiu na quarta-feira um comunicado condenando os ataques militares americanos realizados contra áreas no sul do Irã nas primeiras horas de quarta-feira, 10 de junho, descrevendo-os como uma flagrante violação da Carta da ONU e confirmando que as forças armadas iranianas atacaram bases e ativos americanos na região em resposta.

Segundo o comunicado, os Estados Unidos realizaram ataques bárbaros contra localidades no sul do Irã, usando como pretexto a queda de um helicóptero Apache do Exército americano sobre o Estreito de Ormuz na noite de segunda-feira.

O Ministério das Relações Exteriores afirmou que os ataques constituíram uma clara violação do Artigo 2(4) da Carta da ONU — a proibição fundamental do uso da força nas relações internacionais — e descreveu a ação como mais uma demonstração do caráter criminoso e belicista do establishment governante americano.

Em resposta à agressão militar dos EUA contra o Irã e à flagrante violação da soberania nacional e integridade territorial iraniana, as Forças Armadas do Irã exerceram seu direito inerente de autodefesa e atacaram bases e ativos americanos na região que serviram como origem dos ataques.

O Ministério das Relações Exteriores lembrou a todos os países da região — em particular os da margem sul do Golfo Pérsico — de sua responsabilidade legal e moral de impedir que os militares americanos e Israel usem seus territórios, instalações ou infraestrutura logística para planejar, organizar, executar ou apoiar operações agressivas contra o Irã.

O Irã, afirma o comunicado, não hesitará em exercer seu direito inerente de autodefesa, incluindo o ataque à origem dos ataques e às bases e instalações logísticas utilizadas para apoiar operações contra o Irã.

O Ministério das Relações Exteriores também reiterou a responsabilidade das Nações Unidas — e em particular do Conselho de Segurança e do Secretário-Geral — de salvaguardar a paz e a segurança internacionais e de responsabilizar as partes agressoras.

https://iqna.ir/en/news/3497785

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