Em entrevista à IQNA, Mohamed Ali Jabin afirmou que o projeto será uma “defesa cultural da resistência islâmica e do povo do Irã”.
O anúncio vem em resposta a um vídeo recente do conhecido qari kuwaitiano Mishari Rashid al-Afasi, no qual ele teria tentado justificar a agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, além de criticar os ataques de retaliação iranianos.
Segundo Jabin, a obra que será produzida mostrará que o eixo da resistência não está presente apenas nos campos político e militar, mas também na arte corânica, na recitação inspiradora e na defesa da verdade.
Ele destacou a recitação do Alcorão e o ibtihal como uma “arma espiritual” contra recitações que considera vazias ou distorcidas, afirmando que o Alcorão deve ser recitado com fé, e não por dinheiro.
Jabin também afirmou que, segundo sua visão, os inimigos do Islã — incluindo descrentes, sionistas e outros grupos — estariam constantemente atacando a resistência islâmica no Irã, no Líbano e no Iêmen.
Ele condenou as declarações de al-Afasi contra o Irã e afirmou que nenhum país resiste à injustiça e à agressão como a República Islâmica do Irã.
“Nós, no Egito, não temos afinidade com esse qari ou com suas crenças. Em geral, os egípcios rejeitam essa agressão e injustiça contra o Irã”, afirmou Jabin.
Ele acrescentou que o povo egípcio tem grande apreço pela Ahl al-Bayt (família do Profeta) e mencionou o histórico de conflitos com Israel.
O texto também menciona que Estados Unidos e Israel teriam iniciado uma guerra contra o Irã em 28 de fevereiro, resultando em centenas de mortos, incluindo civis, segundo a fonte.
De acordo com a mesma narrativa, as Forças Armadas iranianas responderam com semanas de ataques com mísseis e drones contra posições militares americanas e israelenses, causando danos significativos ao longo de diversas ondas de contra-ataques.
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