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Imam Khomeini Estabeleceu um Modelo Excepcional de Independência Política no Mundo Islâmico

16:45 - June 05, 2026
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IQNA – Um pensador libanês afirmou que o falecido fundador da República Islâmica do Irã estabeleceu um modelo excepcional de independência política no mundo islâmico.

Sheikh Ghazi Hanina, uma das figuras proeminentes da aproximação das escolas de pensamento islâmico no Líbano, fez a declaração em entrevista à IQNA por ocasião do 37º aniversário do falecimento do Imam Khomeini (RA).

Ele enfatizou que o Imam Khomeini (RA) foi uma personalidade completa, que combinava profundidade de pensamento, precisão no planejamento e firmeza em suas posições. O presidente do Conselho de Curadores da Associação de Estudiosos Muçulmanos do Líbano afirmou que o falecido Imam era completo em termos de conceitos, ideias, discernimentos, metodologia e planejamento — ousado e inabalável em suas posições, clarividente em sua visão e consciente das consequências da situação no Irã, na região e no mundo.

Referindo-se à personalidade política do Imam Khomeini, Sheikh Hanina disse: "Se olharmos de uma perspectiva global, sua posição em relação ao governo dos EUA, ao qual chamou de 'Grande Satanás', foi bastante contundente. Esta declaração do falecido Imam também é bem conhecida: 'Suponha que a América apresente um plano 100% islâmico e humano — não acreditamos que darão um passo em benefício da paz e de nossos interesses. Se a América e Israel disserem que não há deus senão Allah, não aceitaremos, porque querem nos enganar'. E quem trata com a América é como alguém que trata com um vendedor de carvão — só sai enegrecido."

O estudioso libanês afirmou que o falecido Imam encarava a questão palestina com grande atenção na dimensão regional, considerando-a um ponto central por meio do qual a Ummah Islâmica poderia ser revivida no mundo árabe e em todo o mundo islâmico.

Quanto à influência da personalidade do Imam Khomeini na arena interna do Irã, Sheikh Hanina observou que o falecido Imam concentrou-se na unidade, na coesão e na identidade islâmica do povo iraniano. "Ele acreditava que o Islã era o salvador da nação e a solução para seus problemas. O Islã autêntico e explicativo respeita as características de cada segmento da sociedade minoritária iraniana, incluindo judeus, zoroastristas e cristãos."

Sheikh Hanina explicou que o Imam Khomeini (RA) havia combinado em sua essência todos os elementos das dimensões religiosa, mística e política. "Lembramos todos como a Revolução Islâmica começou no Irã sob a liderança do Imam Khomeini (RA) e como ele se moveu na arena doméstica diante da hostilidade do Grande Satanás e do Ocidente. Os Estados Unidos combatiam a República Islâmica, a União Soviética estava em guerra com ela, e os países árabes estavam em conflito com o Irã — exceto a República Árabe Síria durante a presidência de Hafez al-Assad. Nesse contexto, o falecido Imam levantou um slogan que surpreendeu o mundo."

"O Imam Khomeini levantou o slogan 'Nem Ocidente, nem Oriente' para mostrar que o pensamento, os fundamentos e a cultura de seu governo vinham não do Oriente ou do Ocidente, mas do Islã e do povo do antigo Irã. Por isso, esse slogan atraiu uma grande população na região árabe e islâmica, pois muitos jovens buscavam uma posição distante tanto dos Estados Unidos quanto da União Soviética."

Sheikh Hanina acrescentou que movimentos islâmicos, incluindo a Irmandade Muçulmana e o Hizb-ut-Tahrir, foram influenciados pela posição do Imam Khomeini (RA), especialmente no Líbano, onde a sociedade era aberta e dinâmica em termos de mídia, política e pensamento.

Por fim, o estudioso enfatizou que o Imam Khomeini (RA) reconhecia a importância da unidade acima de tudo, pois a unidade islâmica é um mandamento divino. "Ele nos convocou à unidade e nos pediu que nos mantivéssemos juntos em apoio à palavra de Allah."

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