
Sheikh Ghazi Hanina, uma das figuras proeminentes da aproximação das escolas de pensamento islâmico no Líbano, fez a declaração em entrevista à IQNA por ocasião do 37º aniversário do falecimento do Imam Khomeini (RA).
Ele enfatizou que o Imam Khomeini (RA) foi uma personalidade completa, que combinava profundidade de pensamento, precisão no planejamento e firmeza em suas posições. O presidente do Conselho de Curadores da Associação de Estudiosos Muçulmanos do Líbano afirmou que o falecido Imam era completo em termos de conceitos, ideias, discernimentos, metodologia e planejamento — ousado e inabalável em suas posições, clarividente em sua visão e consciente das consequências da situação no Irã, na região e no mundo.
Referindo-se à personalidade política do Imam Khomeini, Sheikh Hanina disse: "Se olharmos de uma perspectiva global, sua posição em relação ao governo dos EUA, ao qual chamou de 'Grande Satanás', foi bastante contundente. Esta declaração do falecido Imam também é bem conhecida: 'Suponha que a América apresente um plano 100% islâmico e humano — não acreditamos que darão um passo em benefício da paz e de nossos interesses. Se a América e Israel disserem que não há deus senão Allah, não aceitaremos, porque querem nos enganar'. E quem trata com a América é como alguém que trata com um vendedor de carvão — só sai enegrecido."
O estudioso libanês afirmou que o falecido Imam encarava a questão palestina com grande atenção na dimensão regional, considerando-a um ponto central por meio do qual a Ummah Islâmica poderia ser revivida no mundo árabe e em todo o mundo islâmico.
Quanto à influência da personalidade do Imam Khomeini na arena interna do Irã, Sheikh Hanina observou que o falecido Imam concentrou-se na unidade, na coesão e na identidade islâmica do povo iraniano. "Ele acreditava que o Islã era o salvador da nação e a solução para seus problemas. O Islã autêntico e explicativo respeita as características de cada segmento da sociedade minoritária iraniana, incluindo judeus, zoroastristas e cristãos."
Sheikh Hanina explicou que o Imam Khomeini (RA) havia combinado em sua essência todos os elementos das dimensões religiosa, mística e política. "Lembramos todos como a Revolução Islâmica começou no Irã sob a liderança do Imam Khomeini (RA) e como ele se moveu na arena doméstica diante da hostilidade do Grande Satanás e do Ocidente. Os Estados Unidos combatiam a República Islâmica, a União Soviética estava em guerra com ela, e os países árabes estavam em conflito com o Irã — exceto a República Árabe Síria durante a presidência de Hafez al-Assad. Nesse contexto, o falecido Imam levantou um slogan que surpreendeu o mundo."
"O Imam Khomeini levantou o slogan 'Nem Ocidente, nem Oriente' para mostrar que o pensamento, os fundamentos e a cultura de seu governo vinham não do Oriente ou do Ocidente, mas do Islã e do povo do antigo Irã. Por isso, esse slogan atraiu uma grande população na região árabe e islâmica, pois muitos jovens buscavam uma posição distante tanto dos Estados Unidos quanto da União Soviética."
Sheikh Hanina acrescentou que movimentos islâmicos, incluindo a Irmandade Muçulmana e o Hizb-ut-Tahrir, foram influenciados pela posição do Imam Khomeini (RA), especialmente no Líbano, onde a sociedade era aberta e dinâmica em termos de mídia, política e pensamento.
Por fim, o estudioso enfatizou que o Imam Khomeini (RA) reconhecia a importância da unidade acima de tudo, pois a unidade islâmica é um mandamento divino. "Ele nos convocou à unidade e nos pediu que nos mantivéssemos juntos em apoio à palavra de Allah."
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