
Segundo o Centro de Estudos do Bahrein, citando o Al-Monitor, o regime Al Khalifa anunciou que o luto pelo Aiatolá Ali Khamenei durante a cerimônia do Ashura deste ano está proibido.
Anteriormente, um alto funcionário do Departamento Jaafari de Awqaf do Bahrein informou que o Ministério do Interior do país enviou mensagens contendo condições rígidas e restritivas para a realização das cerimônias de luto do mês de Muharram, especialmente o Ashura deste ano — condições que, aos olhos dos críticos, indicam uma intensificação das políticas restritivas contra as liberdades religiosas no Bahrein.
Com base nas instruções emitidas, os órgãos de segurança enfatizaram uma resposta firme a qualquer violação e impuseram amplas restrições a pregadores, responsáveis por Husseiniyyas (centros religiosos xiitas) e organizadores das cerimônias. Essas restrições incluem a proibição de levantar questões políticas ou jurídicas e a limitação do conteúdo dos discursos ao marco estabelecido pelo regime de Manama.
As autoridades barenitas também proibiram o uso de determinados slogans e cartazes que o governo considera "não convencionais" — termo genérico que pode ser usado para impedir qualquer expressão de solidariedade com questões regionais ou críticas às políticas internas do governo.
O Ministério do Interior também emitiu recentemente uma diretriz proibindo seus cidadãos de viajar ao Irã e ao Iraque — decisão justificada pela situação de segurança na região, mas amplamente criticada. Observadores a veem como parte de uma crescente repressão à comunidade xiita do Bahrein, especialmente porque esses dois países estão entre os mais importantes destinos de peregrinação para os xiitas.
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