Essa é a avaliação do Ministério do Interior de Gaza, divulgada neste sábado, após a morte do chefe de polícia do governadorado do Norte de Gaza.
Em comunicado, o ministério afirmou que a morte do General de Brigada Abdul Nasser Mohammed Al-Maqadma reflete os ataques contínuos de Israel contra as forças policiais, "com o objetivo de espalhar o caos na Faixa de Gaza".
Segundo o comunicado, 53 comandantes, oficiais e agentes de polícia foram mortos em ataques israelenses diretos contra sedes policiais, patrulhas, veículos e pessoal desde que o acordo de cessar-fogo entrou em vigor em outubro do ano passado.
O ministério pediu à comunidade internacional e aos países mediadores que intervenham com urgência e pressionem Israel a interromper os ataques contra a polícia, descrevendo a corporação como "uma instituição civil protegida pelo direito internacional", responsável por manter a ordem pública e servir os moradores.
Segundo o comunicado, a morte de Al-Maqadma ocorreu menos de duas semanas após um ataque israelense à delegacia de polícia do campo de refugiados de Jabalia, em 14 de julho, que matou sete policiais, incluindo o chefe da delegacia e seu vice, Yamen Mohammed Obeid, que morreu em decorrência dos ferimentos neste sábado.
O ministério afirmou que a polícia continuará cumprindo seus deveres apesar dos ataques repetidos, informou a agência Anadolu.
Mais cedo neste sábado, o ministério anunciou que Al-Maqadma, de 54 anos, foi morto em um ataque aéreo israelense no bairro de Sheikh Radwan, no noroeste da Cidade de Gaza.
Separadamente, o exército do regime israelense realizou demolições em massa de casas e edifícios palestinos em áreas sob seu controle a leste de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza.
Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, 1.191 palestinos foram mortos e outros 3.853 ficaram feridos em ataques israelenses desde que o acordo de cessar-fogo entrou em vigor em outubro.
Israel mantém sua ofensiva militar contra Gaza desde 8 de outubro de 2023. Segundo as autoridades palestinas, a guerra já matou mais de 73 mil pessoas e feriu mais de 173 mil, além de causar ampla destruição à infraestrutura civil em todo o enclave.
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