IQNA

12:26 - August 11, 2026
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Sheikh Sabri Alerta sobre Plano Israelense para Isolar a Mesquita de Al-Aqsa

IQNA – O pregador da Mesquita de Al-Aqsa e presidente do Conselho Islâmico Supremo de Al-Quds, Sheikh Ikrima Sabri, alertou sobre um plano israelense para isolar a Mesquita de Al-Aqsa.

Sheikh Ikrima Sabri advertiu que estão crescendo os planos de assentamentos israelenses que têm como alvo os bairros de Silwan, Batn al-Hawa, al-Bustan e Wadi Hilweh, na cidade ocupada de Al-Quds (Jerusalém).

Em declarações à imprensa, Sabri afirmou que esses planos constituem um cinturão de assentamentos em rápida expansão, cujo objetivo é esvaziar as áreas imediatamente próximas à Mesquita de Al-Aqsa e modificar sua configuração demográfica e geográfica, impondo aquilo que descreveu como uma realidade de assentamentos baseada em narrativas bíblicas.

Segundo ele, as autoridades israelenses procuram desmantelar a população palestina que vive nas proximidades das muralhas da Cidade Velha de Al-Quds por meio de demolições, expulsões e restrições à construção por parte dos moradores palestinos, enquanto permitem que grupos de colonos assumam o controle de propriedades e terras.

Sabri afirmou que a área está sendo progressivamente esvaziada para dar lugar a projetos arqueológicos e turísticos que promovem o que é conhecido como “Cidade de Davi”.

O Sheikh destacou que a luta em Al-Quds vai além do ataque a casas ou propriedades individuais. Segundo ele, trata-se de uma tentativa de transformar completamente a paisagem histórica e cultural da cidade e converter os bairros palestinos em enclaves isolados, cercados por assentamentos.

Ele alertou que a forma como a comunidade internacional trata essas medidas como “questões de planejamento separadas” acaba proporcionando cobertura para que Israel continue sua transformação sistemática das áreas ao redor da Mesquita de Al-Aqsa.

Sabri afirmou que a resistência dos moradores de Silwan, al-Bustan e Batn al-Hawa representa a primeira linha de defesa da Mesquita de Al-Aqsa. Ele pediu uma ação árabe, islâmica e internacional urgente para interromper as expulsões e demolições e impedir os planos de separar Al-Aqsa de seu entorno palestino.

Relatórios oficiais palestinos e das Nações Unidas documentaram um forte aumento nas demolições de residências e nas ordens de expulsão forçada em áreas de Al-Quds Oriental ocupada, frequentemente sob a justificativa da ausência de licenças de construção. Esse processo também coincidiu com o aumento das chamadas autodemolições forçadas, nas quais os próprios moradores são obrigados a demolir suas casas para evitar multas elevadas.

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