
O manuscrito se distingue por sua escrita meticulosa em tinta preta, completamente vocalizado, com páginas emolduradas por bordas douradas e rosetas de ouro separando um versículo do seguinte, ao lado de finos motivos florais que atestam o quanto a arte da iluminura e ornamentação dos manuscritos alcorânicos havia avançado naquele período.
A cópia também revela especial atenção às divisões textuais do Alcorão: suas páginas trazem os marcadores dos ajza' (partes) e ahzab (seções), reflexo do esforço de escribas e estudiosos para facilitar a recitação, revisão e memorização, sem abrir mão do refinamento estético e artístico do códice.
Segundo as informações exibidas ao lado da peça, o Alcorão foi posteriormente restaurado e reencadernado para protegê-lo do desgaste do tempo — medida que prolongou a vida deste raro artefato alcorânico e o mantém como testemunha de um legado cultural e civilizacional que remonta a mais de século e meio.
A peça está exposta como parte da coleção de exibições históricas do museu, onde visitantes e peregrinos podem traçar a história da transcrição, cópia e ornamentação do Alcorão ao longo das sucessivas eras islâmicas por meio de manuscritos históricos e raras edições impressas.
O museu consolidou-se como um dos principais destinos culturais e intelectuais de Meca, iluminando os esforços históricos dos muçulmanos a serviço do Alcorão e de sua preservação, e aprofundando a consciência pública sobre o patrimônio islâmico ligado ao livro sagrado por meio de exposições modernas e experiências educativas interativas.
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